quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Vivências do Estagio III


UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
FACULDADE DE ARTES VISUAIS
LICENCIATURA EM ARTES VISUAIS - MODALIDADE A Distância


Pólo: São Simão
Disciplina: Estágio Supervisionado III
Acadêmica: Claudia Flavia de Andrade Barbosa
Professora: Reijane Cunha

DESCREVENDO O ESTÁGIO SUPERVISIONADO III

            Para descrever a avaliação final do estágio III resolvi começar pelo o início, que é a realização do percurso pela Cidade Educadora, ou seja, o estranhamento do familiar. Pois o conhecimento que eu tinha de arte visual daquela rua, foi reconstruído depois de um novo olhar, de um olhar que indaga, que questiona, a cultura visual da mesma fica marcada como um registro, ou por tempo determinado, ou para sempre, acredito que as pessoas da cidade assim como os alunos das nossas escolas, dificilmente detectará a cultura visual da cidade, de uma rua ou Bairro. Pois para o conhecimento da mesma é necessário um ensino de arte renovada com relação à cultura visual, que acredito não existir. Esse estranhamento do familiar foi extraordinário para o meu conhecimento de cidade, de rua, de bairro de tudo existente na cidade e nas pessoas da cidade. Fiz o meu percurso umas três vezes, a cada percurso conhecia mais, e descobria muito mais sobre a cultura e a arte existente no município, a minha primeira porta foi incrível me recebeu, falou sobre a sua  arte, sobre a sua comercialização, mas quando falei da intervenção pedagógica não aceitaram a idéia de expor o manuseio de seus trabalhos, trabalhos artesanais, como carro de boi, flores de cipó, galinha angola de cabaça e outros, está porta foi fechada, mas o meu conhecimento com relação aos artistas e sua arte, foi adquirido. Com essa porta fechada tive que superar minhas expectativas e correr atrás do prejuízo, foi ai que adquiri, mas duas caminhadas e conheci a Artista Arlete, até então conhecia, Arlete Dona do Balneário Kingin, não era do meu conhecimento que Dona Arlete era Artista.
Um dos motivos, que me levou a ficar com ela como a minha porta de entrada, foi a segurança que ela demonstrava ao expor o seu trabalho, e o interesse de divulgar o mesmo. Seu trabalho Para mim foi uma grande descoberta, graças ao Estágio III, acredito que a sociedade tem muito a Ganhar, tendo Arlete Kioki como Artista.
            Ao realizar a etnografia também fiquei muito surpresa, com o que conheci de Arlete, tanto como pessoa e também como artista.
           Arlete Ferreira Menezes kioki, casada com descendente de japonês, Mãe de três filhos e avó de três netos. Arlete é dona do Balneário Kinguin, é o segundo maior e mais procurado ponto de Lazer Turístico de Lagoa Santa. Eu a conhecia assim, nunca imaginará que Arlete poderia ser uma excelente artista e que pintava belos quadros. Não só pinta quadros como também cultiva um belo e grande viveiros de Orquídeas com mais de 500 espécies diferentes e faz também belíssimos trabalhos em crochê, mas como atualmente está voltada para pintura em tela, esse foi o nosso tema. Seus quadros são vendidos ali mesmo em seu comércio, para todo o Brasil, pois os turistas que curte o lazer de seu balneário também são seus clientes na compra dos quadros. Depois que conheci Arlete como Artista, As visitas foram mais freqüentes, para montarmos o Projeto Pedagógico, e discutirmos sobre a intervenção, ela me orientou como adquirir o material e até me doou um pouco de tintas, para ser usada na mesma. Mas algo a preocupava era com relação a aula teórica, sobre o que ensinar teoricamente para um grupo de 4 jovens o que é pintar quadro, ou telas.
            Enquanto eu adquiria o material através de doação, ela estudava como passar a teoria para os jovens que eram quatro, desistindo um, ficaram três e quatro comigo. Participamos Juntas na criação do projeto Pedagógico, e os garotos ajudaram na aquisição de materiais. Depois de tudo pronto marcamos a data para a execução, Tínhamos marcado cinco dias de 2 horas de aula cada dia, mas depois do esclarecimento do Presencial, passamos para três dias:
  
Intervenção-Cronograma
Segunda - feira 08/11/2010
Quarta – feira 10/11/2010
Sexta – feira 12/11/2010
Só o primeiro dia foi executado na data, depois tivemos que remarcar, devido problemas pessoais um deles foi o falecimento do meu tio.




INTRODUÇÃO

No curso de Licenciatura em Artes Visuais, com disciplina obrigatória como Estágio Supervisionado III, temos como cumprimento atividades reelevada a tal disciplina. E com a realização de alguns procedimentos, como o percurso realizado pela cidade a procura de uma porta de entrada, vivência da etnografia desta porta encontrada. Depois de conhecer o ambiente onde iremos realizar nossa intervenção pedagogia podemos dizer que no mesmo ambiente onde visa simplesmente diversão e lazer iremos oferecer aos jovens a oportunidade para exercer suas aptidões e desenvolver ou descobrir seus talentos que no caso aqui é a pintura em tela, podemos aprofundar nosso conhecimento no nosso campo de trabalho nos levando a uma interação real e direta com o ambiente a ser estagiado.  Num terceiro momento elaboramos O Projeto “Cidade Educadora & Arlete Kioki” visando aprender, e na busca de oferecer aos indivíduos condições para que compreenda o que ocorre no plano da expressão e no plano do significado ao interagir com as Artes, permitindo sua inserção social de maneira mais ampla.
Portanto, nosso objetivo não é somente tornar este espaço em um espaço de ensino aprendizado, pretende-se também apregoar a produção, reflexão e a apreciação da obra artística, abordando a metodologia fundamentada na proposta triangular de Ana Mãe Barbosa, tornando o mesmo em um espaço Sócio-cultural.
Pode-se dizer que de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, A educação em arte propicia o desenvolvimento do pensamento artístico e da percepção estética, que caracterizam um modo próprio de ordenar e dar sentido à experiência humana: o aluno desenvolve sua sensibilidade, percepção e imaginação, tanto ao realizar formas artísticas quanto na ação de
apreciar e conhecer as formas produzidas por ele e pelos colegas, pela natureza e nas diferentes culturas. (PCN-Arte-1997).
Posso me adiantar em dizer que mediante a integração teoria e pratica, nesta caminhada de quase quatro anos de formação de Educadores em Artes Visuais, tivemos a importante colaboração das disciplinas Antropologia e Ateliês – Poéticas Contemporâneas/e Diálogos Intermidiáticos foram fundamentais para a elaboração deste projeto de proposta de minha intervenção pedagógica.

JUSTIFICATIVA

O Projeto “Cidade Educadora & Arlete Kioki”, justifica a contribuição do desenvolvimento humano, cultural, artístico, social, econômico e também para o bem estar do individuo.   O Projeto visa o resgatar da importância da arte em uma sociedade cuja cultura tem valores turísticos voltado para a economia.

OBJETIVO
Através da arte, trabalhar a inclusão social e cultural de jovens interessados na mesma. Estimular à autoconfiança, o discernimento, a disciplina e a concentração no trabalho artístico, promover habilidades, além de preencher o tempo ocioso do adolescente.

CRONOGRAMA
Descrição
Datas
Procura da porta de entrada
01 a 15/09
Etnografia
16 a 20/09
Aquisição de material
21/09/ a 10/10
Preparação para a execução
11 a 14/10
Realização do Projeto
06/11
Realização do Projeto
08/11
Realização do Projeto
19/11

METODOLOGIA

Esse projeto terá como ação metodológica a proposta triangular de Ana Mãe Barbosa. Explicação do conteúdo apresentado com uso de matérias,  onde o individuo vai poder visualizar e vincular o material usado, o desenho, a pintura, as cores e a iluminação antes de sua  própria experiência; momento de convivência, de experimentação com matérias como tintas, pincéis, telas , onde os mesmos poderão através dos materiais e técnicas apresentadas pela professora vivenciar através de sua experiência  o que aprendeu em teoria.

RECURSOS MATERIAIS


ü     Câmera fotográfica para produção da entrevista (filmagem e fotos).
ü     Leitura de textos anexos para esclarecer a parte teórica ao participante.
ü     Pincéis, tinta, tela, revista e tudo que se utiliza para pintura em tela.
ü     Arlete Kioki que será a professora.


AVALIAÇÃO

O presente Projeto, então, será avaliado de acordo com a participação, nível de integração e concentração, alem da limpeza e organização.

ANEXOS
Texto: Dicas de Como Pintar uma Tela


 

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Trailler Cidade Educadora & Arlete Kioki

Leitura Inspirada Texto Poético

LEITURA INSPIRADA DA MINHA PORTA DE ENTRADA

Arlete Kioki


Lagoa Santa. Encanta-se com sua beleza natural,

E se faz ainda mais brilhante por sua água termal.
 


Água termal que possui um valor curativo,

Que em 1733 foi descoberto pelo bandeirante Felipe Rodrigues.
 


Sua água, seu destino, destino que transforma povoado em cidade,

Cidade turística, que cresce e faz nascer sua cultura, seu lazer.

Cidade Educadora? Lagoa Santa? Sim, educa no social, na educação formal, no esporte que é feito com prazer, estou falando da natação na piscina natural, que deixa o indivíduo mais feliz para praticar o seu profissional.
 


Lagoa Santa de encontro e desencontro, de chegada e saída,

Chegada como a de Arlete Kioki, que suas raízes aqui plantou, ela cresceu deu fruto e aqui ficou.
 


Comerciante, mãe de família, apaixonada pela beleza de Lagoa Santa, pois um de seus robis favoritos é cultivar plantas. Encantada pelo belo quis ser artista, com duas aulas apenas percebeu seu talento e pinta quadros a perder-se de vista.


Com talento nato Arlete quis se aventurar, não desistindo de sua arte tira duas horas do dia para pintar. É perfeito o seu trabalho com muita cor e muita luz, dona da segunda potência turística de Lagoa Santa, isso a inspira e a seduz.
 


Tem pretensões comerciais com sua arte, ela disse em seu relato, mas a paixão pela pintura Arlete exerce de fato.
 

 Cláudia Flávia 

terça-feira, 28 de setembro de 2010

domingo, 26 de setembro de 2010

TORNAR O FAMILIAR ESTRANHO



Trajeto percorrido por mim a procura da minha porta

RELAÇÃO DO AUTOR COM A CARTA DAS CIDADES EDUCADORAS

         
                          A carta das cidades educadoras diz que a cidade é um espaço que Educa, e eu concordo com ela, pois na minha caminhada pude perceber o quanto à cidade educa, ela educa, nos eventos sociais, na ação social da comunidade e também no lazer. E a mesma educa para a promoção do ser humano, ou seja, para a promoção e desenvolvimento de suas capacidades potenciais. E esse potencial é constituído de três coisas, que é individualidade, construtividade e criatividade. E um sentido de comunidade e responsabilidade, que culminam com a capacidade de dialogo, confrontação e de solidariedade. Acredito que a Arte viabiliza, ou seja, contribui para que aja a cidadania, Christo Vladimirov na escolha de sua arte ou de seu objeto a ser embalado, ele inclui o ambiente urbano a ( cidade ).
Os funcionários públicos, cientistas, ambientalistas, artistas, pessoas da cidade, agricultores, operários da construção civil, engenheiros, fabricantes de tecidos, costureiras e outras, fazem parte de seus planejamentos e projetos. Seu trabalho estimula o espectador a olhar para as coisas de forma diferente,com o pensamento de que a arte educa ,acredito que Christo, é um artista que se envolve com o tema cidade.



Módulo 7, UNIDADE 2, A CIDADE COMO PALCO DE AÇÕES EDUCATIVAS

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Estágio Supervisionado III

RESUMO- ESTÁGIO

Unidade I: A cidade e suas possibilidades Educativas

1. No estágio I e II tivemos a possibilidade e a oportunidade de avaliar nossa prática docente dentro da escola e depois na sala de aula. Agora no estágio III, vamos ampliar nossa experiência de estágio para além dos muros da escola tomando a cidade como referência para elaboração de projetos de ação educativa.

1.1 Cidade Educativa Seus Lugares, Seus Habitantes, Seus Ofícios, Sua Cultura.

O desafio é olhar a cidade de uma maneira diferente, olhar daquele que acaba de chegar, ver aquilo que nunca havíamos prestado atenção no contexto cotidiano, no dia a dia, pensar na cidade como organismo vivo, dinâmico, que trás uma história construida. Cidade formada, por seus lugares; fisicos; afetivos e simbólicos. A cidade que é feita pelas mãos daqueles que a constroem.

1.2 Imagens: ( Des) contruções - proposta para um passeio etnográfico  

" Ver a cidade contitui-se ainda uma experiência corporal trata-se do corpo apropriando-se do espaço da cidade e percebendo tanto o odor de um rio fétido, quanto a brisa suave no final da tarde. O corpo também está atento à violência, aos sinais de trânsito, ao asfalto quente, ao verde, ele é tanto entidade formuladora de imagens quanto elemento constitutivo da imagem, pois é parte integrante da paisagem urbana. O corpo também é objeto de discurso Papel ambíguo esse do corpo. Objeto e sujeito de discursos" (ARRAIS, 2001.p.179).

1.3 Tornar o Familiar Estranho

Frequentemente, a arte que existe em nossa vida cotidiana é invisível. no entanto, quando a arte local é interpretada do seu contexto essa interpretação aciona não só uma maior compreensão da arte em si, mas também uma análise crítica do sistema de produção e dos valores nela refletidos (...). O pertubamento do familiar descreve esse processo de tornar visível a arte e a cultura locais (...) (BASTOS.2006).